quarta-feira, 26 de maio de 2010

Fundarpe é alvo de nova denúncia da oposição


Publicado em 26.05.2010, às 07h54
Do Jornal do Commercio


Um suposto esquema de distribuição de R$ 36,2 milhões entre janeiro de 2009 e abril deste ano para 11 empresas chefiadas por “cinco famílias” é a mais nova arma da oposição contra a administração da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), presidida desde 2007 pela ex-vereadora Luciana Azevedo. As informações, coletadas pela equipe técnica da bancada de oposição na Assembleia Legislativa (confira quadro ao lado), foram divulgadas em entrevista coletiva, ontem. O grupo denominou as denúncias como “A farra dos cachês” e exigiu explicações do governo estadual. Um dos principais questionamentos dos deputados se refere à ligação entre assessores do Palácio das Princesas e uma empresa beneficiada, só em 2008, com R$ 2,6 milhões. O estabelecimento é o Palco Show, sediado em Caruaru.

O levantamento dos dados foi realizado a partir de um comparativo entre informações disponíveis no Portal da Transparência do governo estadual e de documentos fornecidos pela Junta Comercial do Estado de Pernambuco (Jucepe). Na conclusão, os oposicionistas avaliaram que além do fracionamento dos empenhos – milhões foram pagos através de centenas de ordens de pagamentos de valores menores –, há a possibilidade de “coincidências indevidas” em relação aos sócios das empresas. O fato indicaria, segundo a oposição, a formação de um grupo de pessoas que estaria sendo “beneficiado indevidamente” pelo governo, sem licitação. “São fatos e ligações que o governo precisa se explicar. É muito dinheiro envolvido e até hoje não houve uma explicação efetiva”, disparou o deputado Augusto Coutinho (DEM).

A deputada Terezinha Nunes (PSDB) comentou o teor da denúncia após a entrevista coletiva: “Cinco famílias, proprietárias de 11 empresas, recebem R$ 36 milhões da Fundarpe”. Outro fato questionado refere-se à informação de que a empresa Nova Era, líder no recebimento de verbas da Fundarpe desde janeiro do ano passado (R$ 8,82 milhões), foi alvo de alteração contratual na última sexta-feira (21). Sócias desde a inauguração, duas das proprietárias saíram e abriram vaga para outras duas mulheres. “Alguns fatos nos levam a suspeitar da hipótese da existência de laranjas. O governo precisa explicar quem são essas pessoas”, acrescentou Terezinha.

Os oposicionistas também chamaram a atenção para a comparação entre o valor distribuído entre as 11 empresas em 16 meses (R$ 36,2 milhões) e o orçamento do principal programa do governo estadual para o fomento da produção cultural, o Funcultura, em 2009 (R$ 24 milhões). Além de Augusto e Terezinha, estavam presentes Adelmo Duarte, Dilma Lins e Maviel Cavalcanti, do DEM, e Edson Vieira, do PSDB. Eles também apresentaram fotos do que seriam as fachadas das empresas, pouco condizentes com o montante da verba recebida.

Sobre a denúncia de que ocupantes de cargos no Palácio das Princesas teriam ligações familiares com o proprietário da empresa Palco Show, João Bertino da Silva, fato revelado pelo JC na edição do último domingo, os oposicionistas afirmaram que um assessor do governo também integra a lista: Antônio Mário da Mota, assessor da Casa Civil e irmão do ex-prefeito de Riacho das Almas, Mário da Mota, é cunhado de Bertino. “Causa muita estranheza essa empresa ter recebido a maior parte dos recursos em agosto de 2008, em plena campanha”, registrou Coutinho.

Politica de FORASTEIROS


Prefeito Luiz Carlos e o candidato Jorge Corte Real.

Foi noticiado agora a pouco no blog do Jornalista Roberto Almeida, e imprensa de Garanhuns a oficialização do apoio politico aos candidatos "Izaias Régis e Jorge Corte Real" por parte do prefeito Luiz Carlos de Oliveira.
Jorge Corte Real, é um ilustre desconhecido da população de Garanhuns e região. E não é por menos, até que se saiba, este cidadão nunca apareceu por aqui antes, é de fora, e apenas o que sabemos do mesmo é que é de Recife, é amigo do Deputado Izaias Régis e Armando Monteiro e por fim, que dirige a FIEPE(Federação das Industrias do Estado de Pernambuco). Zero serviços prestados a Garanhuns, e nem residência de férias por aqui tem. Motivos que nos estimula a fazer alguns questionamentos, que segue a baixo:

1)O deputado Izaias Régis de agora por diante, ainda vai manter o discurso de que Garanhuns não deve votar em Forasteiros? Afinal de contas, o Sr. Jorge Corte Real não é daqui de Garanhuns nem de alguma cidade do Agreste Meridional.
2)Com qual discurso depois de tantos ataques aos candidatos copa do mundo(Candidatos que só aparecem por aqui de 4 em 4 anos)o deputado e o prefeito vão levar ao povo de Garanhuns?
3)O prefeito tem capital politico para segurar a campanha destes dois?
4)Izaias Régis e o ilustre candidato desconhecido não correm o risco de levarem uma surra de votos ao associar suas candidaturas a um prefeito reprovado pela esmagadora maioria da população de Garanhuns?
5)Depois de paquerar politicamente com os deputados: Inocêncio Oliveira, Mauricio Hands,José Chaves, e ter abandonados todos, o que levou o prefeito Luiz Carlos a apoiar Jorge Corte Real?
6)E por fim, GARANHUNS TEM DONO?

Com a palavra os nossos eleitores e cidadãos.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Notas do TWITTER



Olá gente! Estamos no Twitter. A partir de hoje estaremos transcrevendo alguns posts do microblog mais badalado da rede. Sigam-nos. @p_transparencia

Notas do Twitter:

@Preocupado com esse rolo da FUNDARPE. Será que vai sobrar para o nosso FESTIVAL DE INVERNO?
@Impressionante a falta de informação dos trabalhos já iniciados da famingerada CPI da ponte por parte dos vereadores de Garanhuns.
@Tem vereador que não sai da porta da prefeitura de Garanhuns. O que será hein?investigação da CPI é que não é.
@Garanhuns 03 anos sem uma obra se quer. A cidade tá ENGESSADA pela CORRUPÇÃO e INCOMPETÊNCIA.
@E a praça Irmãos Miranda ? Alguem da prefeitura se habilita a dar uma explicação sobre aquela VERGONHA? Prefeito, fale alguma coisa!

“A Fundarpe vai falar”, diz Eduardo


Publicado em 25.05.2010

Gilvan Oliveira
goliveira@jc.com.br

Em visita às obras dos hospitais Pelópidas Silveira (Jaboatão dos Guararapes) e Dom Helder Câmara (Cabo de Santo Agostinho), o governador Eduardo Campos (PSB) disse ontem que não comentaria o fato de a Fundarpe – ligada ao governo estadual – ter gastado R$ 3,057 milhões com uma empresa de promoção de eventos sem licitação. Ele adotou a mesma postura que tomara quando do surgimento das denúncias de shows fantasmas com recursos da Empresa Pernambucana de Turismo (Empetur), no final do ano passado: jogou a responsabilidade das explicações à direção da fundação, presidida pela ex-vereadora Luciana Azevedo (PT), evitando envolver-se diretamente com acusações de supostas irregularidades em sua gestão.

“A Fundarpe vai falar. Ela (Luciana Azevedo) está reunida com o pessoal dela (da Fundarpe) e vai falar. E Isaltino (Nascimento, PT, líder do governo) fala na Assembleia Legislativa”, afirmou Eduardo. Mas nem a direção da entidade nem Isaltino Nascimento se pronunciaram sobre o assunto ontem. Quando do surgimento das denúncias de irregularidades em eventos da Empetur, em novembro de 2009, o governador não comentou publicamente o assunto, deixando as explicações aos então secretário de Turismo, o deputado estadual Sílvio Costa Filho (PTB), e o presidente da Empetur, José Ricardo Diniz.

A empresa em questão na Fundarpe é a J.B. da Silva Eventos, cujo nome fantasia é Palco Show Promoções e Eventos, com sede em Caruaru. Reportagem publicada pelo JC no domingo (23) mostra que ela recebeu R$ 3,057 milhões da Fundarpe, nos últimos três anos, através de 470 empenhos (ordens da pagamento). Só em 2008, ano das últimas eleições municipais, a empresa recebeu R$ 2,62 milhões, fracionados em 423 empenhos. A maioria com valores em torno de R$ 8 mil, o que justificaria a dispensa de licitação.

A Palco Show pertence a João Bertino da Silva, tio de um dos oficiais de chefia de gabinete do governador, Antônio Mário da Mota Limeira Filho, e cunhado do ex-prefeito de Riacho das Almas (Agreste) Mário da Mota Limeira Filho (PSB). A esposa de Bertino, Maria das Dores Mota Limeira, é chefe da Agência do Trabalho do governo do Estado em Caruaru.

Desde o último dia 13, a bancada de oposição vem cobrando da Fundarpe explicações sobre contratação de empresas para eventos. Na ocasião, os oposicionistas levantaram suspeitas sobre duas empresas contratadas sem licitação, a Kactus Promoções e Eventos e a Nova Era Entretenimentos, ambas em Paulista (Região Metropolitana). A Kactus recebeu R$ 2,57 milhões da Fundarpe, mas sua estrutura não condiz com uma empresa com faturamento tão vultoso: ela funciona em uma sala onde sequer tem um computador. E a Nova Era, que recebeu R$ 1,1 milhão, funciona em uma sala comercial que fica a maior parte do tempo fechada.

Oposição barra novos recursos para a Fundarpe



Um pedido de verba suplementar para a Fundação foi derrotado ontem na Assembleia Legislativa, significando a primeira derrota do governo na Casa

Manoel Medeiros Neto
mmedeiros@jc.com.br

O governo Eduardo Campos sofreu ontem sua primeira derrota no plenário da Assembleia Legislativa desde o início da gestão, em 2007. Um projeto de lei do Executivo que acrescentaria ao orçamento da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) R$ 3,67 milhões foi reprovado após articulação rápida do líder da bancada oposicionista, deputado Augusto Coutinho (DEM). A votação não foi nominal: os seis parlamentares da oposição presentes no plenário se manifestaram contrários e conseguiram barrar a aprovação, que necessitaria do apoio de maioria simples. Apenas cinco deputados governistas participavam da reunião no momento. O principal argumento para a reprovação foi a suspeita de irregularidades na Fundarpe.

“Eu votei contra porque um órgão que se encontra sob suspeita não pode ter uma suplementação orçamentária. Isso não existe”, argumentou o líder do PSDB, deputado Pedro Eurico. O tucano foi o único parlamentar componente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que tentou barrar a aprovação do crédito ainda na análise da matéria no colegiado, terça-feira da semana passada. Augusto Coutinho, líder do grupo que denunciou um suposto esquema de corrupção baseado em empenhos fracionados pela Fundarpe para direcionar verbas, também citou as suspeitas de ilicitude para justificar seu posicionamento. “Como a gente poderia aprovar uma matéria dessas se não existe explicação sobre os empenhos fracionados da Fundarpe? O governo está devendo explicações, nós estamos na expectativa de um pronunciamento convincente. Também é perigoso porque existem ligações de empresas com pessoas próximas do governador”, afirmou.

Na CCJ, a relatora do projeto foi a deputada Teresa Leitão (PT). Governistas que defenderam a matéria na comissão, como o deputado Sebastião Oliveira (PR) – que discutiu com Pedro Eurico na última reunião do colegiado –, não chegaram a tempo de para participar da votação. Sebastião chegou no espaço quando a sessão já havia sido finalizada. O posicionamento contrário ao governo dos deputados Emanuel Bringel (PSDB) e Carlos Santana (PSDB) foi decisivo para o resultado. Bringel e Santana – tucanos que sempre votaram com o Palácio das Princesas na Assembleia – modificaram o comportamento político nas últimas semanas.

Desde o “sim” do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) à pré-candidatura ao governo, os dois passaram a adotar um estilo menos eduardista. Participaram, inclusive, da reunião que denunciou os 1.860 empenhos emitidos sem licitação pela Fundarpe em apenas nove dias de fevereiro deste ano, num valor total de R$ 21,5 milhões.

Liderança de aliados de LULA em 6 de 9 Estados



A pesquisa realizada pelo instituto Vox Populi, encomendada pela TV Bandeirantes, mostra candidatos governistas liderando em seis dos nove estados mais o Distrito Federal. Pré-candidatos do PSDB lideram em dois, um Democrata aparece na ponta.
Os tucanos vão bem em São Paulo (Geraldo Alckmin tem 51%) e no Paraná (Beto Richa aparece com 40%. O único representante do DEM na liderança é no Rio Grande do Norte, com a senadora Rosalba Ciarlini (49%).

Bahia:

O PT aparece em vantagem na Bahia, com Jaques Wagner, e no Rio Grande do Sul, com o ex-ministro da Justiça, Tarso Genro. Em busca da reeleição, Wagner tem 41%, nove a mais do que Paulo Souto (DEM) e 32% a frente de Geddel Vieira Lima (PMDB).

Rio Grande do Sul

A governadora Yeda Crusius está 20 pontos atrás, com apenas 10% em busca da reeleição. Ela recebe nesta sexta-feira o pré-candidato à Presidência de seu partido, José Serra. Tarso impõem apenas cinco pontos sobre o ex-prefeito de Porto Alegre José Fogaça (PMDB), e estão empatados tecnicamente pela sobreposição da margem de erro (32% a 27%).

Pernambuco

Outro aliado de Lula é Eduardo Campos (PSB), que busca o segundo mandato. Ele seria reeleito com 57% dos votos se a eleição fosse hoje, aponta o Vox Populi. O percentual é o dobro de Jarbas Vasconcelos (PMDB), contrário à aliança nacional de seu partido com Dilma Rousseff.

Paraíba

O governador José Maranhão aparece com 55%, oito pontos a mais do que Ricardo Coutinho (PSB) e 36 pontos em relação a Cícero Lucena (PSDB).

Em Minas Gerais

segundo maior colégio eleitoral do país, Hélio Costa (PMDB) lidera com 45% contra 17% do governador em exercício Antonio Anastasia (PSDB). O vice de Aécio Neves (PSDB) também ficaria atrás se o concorrente fosse o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT). O petista teria 35% a 21%.

No Distrito Federal,

Joaquim Roriz (PSC) tem 42%, enquanto o petista Agnelo Queiroz aparece com 32%. A tucana Maria de Lurdes Abadia teria 6%. Existe a possibilidade de Roriz angariar o apoio do PSDB.

Presidência

Na disputa ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff está à frente em seis das dez unidades da federação pesquisadas. A maior vantagem é em Pernambuco e na Paraíba – 29 e 26 pontos, respectivamente. No Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Norte e Distrito Federal, a margem oscila de 13 a 10 pontos.

Serra vai melhor em quatro. No Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraná a vantagem tucana é de 12 a 15 pontos. Em Minas Gerais, apenas três pontos separam os concorrentes.

Resultados Vox Populi
Paraná Beto Richa (PSDB) 41%
Osmar Dias (PDT) 33%
Orlando Pessuti (PMDB) 10%

São Paulo

Geraldo Alckmin (PSDB) 51%
Aloizio Mercadante (PT) 19%
Celso Russomano (PP) 12%
Paulo Skaf (PSB) 2%

Rio de Janeiro

Sérgio Cabral (PMDB) 40%
Fernando Gabeira (PV) 19%
Anthony Garotinho (PR) 18%

Rio Grande do Sul

Tarso Genro (PT) 32%
José Fogaça (PMDB) 27%
Yeda Crusius (PSDB) 10%
Beto Albuquerque (PSB) 7%
Luis Augusto Lara (PTB) 1%
Pedro Ruas (PSOL) 1%

Rio Grande do Norte

Rosalba Ciarline (DEM) 49%
Carlos Eduardo Alves (PDT) 16%
Iberê Ferreira de Souza (PSB) 15%
Miguel Mossoró (PTC) 2%

Paraíba

José Maranhão (PMDB) 43%
Ricardo Coutinho (PSB) 35%
Cícero Lucena (PSDB) 7%

Minas Gerais

Cenário 1
Hélio Costa (PMDB) 45%
Antonio Anastasia (PSDB) 17%

Cenário 2
Fernando Pimentel (PT) 35%
Antonio Anastasia (PSDB) 21%

Bahia

Jaques Wagner (PT) 41%
Paulo Souto (DEM) 32%
Geddel Vieira Lima (PMDB) 9%
Luis Bassuma (PV) 1%

Distrito Federal

Joaquim Roriz (PSC) 42%
Agnelo Queiroz (PT) 32%
Maria de Lourdes (PSDB) 6%
Rogério Rosso (PMDB) 4%
Alberto Fraga (DEM) 3%

Pernambuco

Eduardo Campos (PSB) 57%
Jarbas Vasconcelos (PMDB) 28%
Kátia Telles (PSTU) 1%
Edilson Silva (PSOL) 1%
Sérgio Xavier (PV) 0,5%

Nota de agradecimento


A direção deste blog, vem de público agradecer a toda equipe da secretaria de obras e serviços públicos de Garanhuns por ter retirado a tal caixa não identificada que estava enfeiando a avenida Santo Antonio. A mesma, por meses se encontrava largada na calçada superior do espaço colunata, mais precisamente em frente ao banco do Brasil. Fomos avisados via e-mail pela leitora assídua deste blog a sra. Ana Maria Soares. A mesma falou ainda que, o blog contou com a força do programa "Manhã Total", apresentado todas as manhãs pelo radialista Marcos Cardoso na rádio marano FM, que leu o post sobre o assunto em seu programa.
Finalizando esta nota de AGRADECIMENTO, constatamos que, quando os meios de comunicação unem suas forças, os que exercem o PODER ficam mais atentos a não cometerem deslizes com o instrumento PÚBLICO. Portanto, vamos sempre ficar atentos não só aos fatos que acontecem na politica de uma forma em geral. Mas, sobretudo com as pequenas coisas que invadem o nosso cotidiano. A partir de hoje, este blog começa uma VIGÍLIA-VIRTUAL e cívica de acompanhar atentamente a CPI histórica instalada na casa Raimundo de Moraes para investigar a malversação do dinheiro público. Não descansaremos enquanto os culpados não pagarem com os rigores da Lei, tal irresponsabilidade e descaso com o ERÀRIO PÚBLICO.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Eleições: Do presidente do Vox Populi ao blog do Noblat: “Dilma é a favorita”




Em entrevista concedida pelo Twitter ao blog do jornalista Ricardo Noblat, na tarde deste domingo, o presidente do instituto de pesquisa Vox Populi, Marcos Coimbra, apontou a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, como favorita para vencer a eleição

presidencial; atribuiu essa avaliação ao desejo, “muito alto” entre o eleitorado, de que o atual governo tenha continuidade; e minimizou a influência que pode ter, para o resultado da disputa, a presença do ex-governador mineiro Aécio Neves como companheiro de chapa do candidato da oposição, José Serra (PSDB).

A entrevista sucedeu à divulgação dos resultados apurados nas pesquisas eleitorais de maio por três dos quatro principais institutos de pesquisa do país – o próprio Vox Populi, o Sensus e o Datafolha. Todos apontam contínuo crescimento da candidatura de Dilma, queda ou estagnação de Serra, empate entre esses dois candidatos – com vantagens para Dilma no caso do Vox Populi e do Sensus -, crescente conhecimento e identificação de Dilma como candidata do presidente Lula, crescimento da petista em todas as regiões, maior índice de rejeição ao pré-candidato tucano do que à petista, altíssima aprovação ao governo e, mais alta ainda, ao desempenho de Lula.

Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista do sociólogo Marcos Coimbra ao jornalista Ricardo Noblat:

Noblat – Quem tem mais chances de se eleger presidente da República em outubro próximo?

Coimbra – Dilma é favorita, mas favoritismo não basta para ganhar uma eleição.


Noblat – Por que você considera Dilma favorita?

Coimbra – Ela empatou com Serra e tem um espaço de crescimento aberto à frente junto ao eleitorado que está disposto a votar na candidata do Lula.


Noblat – Isso é suficiente para que Dilma se eleja? Serra não tem espaço para crescer?

Coimbra – Serra é conhecido por 80% da população. Tem menos espaço para crescer. Dilma tem crescido tirando intenções de voto dele.


Noblat – A essa altura, quantos porcento das intenções de voto de Dilma resultam de transferência feita por Lula?

Coimbra – Dilma é a candidata dele, de continuidade do que ele representa. Nesse sentido, toda a intenção de voto que tem vem de Lula e do governo.


Noblat – Dilma corre o risco de o eleitor, a certa altura, concluir que votar nela não significa votar em Lula, não é a mesma coisa?

Coimbra – Claro que não é, e o eleitor sabe disso. Quem pensa em votar nela não acha que Lula vai mandar, mas acha que ela preservará o que ele fez.


Noblat – Pelos seus cálculos, quantos por cento a mais de votos Lula ainda poderá repassar para Dilma?

Coimbra – Há ainda cerca de 40% do eleitorado que conhecem mal ou não conhecem Dilma. Ela pode crescer mais 20 pontos nesse segmento.


Noblat – Fernando Henrique Cardoso tira votos de Serra? Ou freia seu crescimento? Há algum tipo de cálculo a esse respeito?

Coimbra – A imagem de FHC é negativa e a maioria das pessoas acha que o governo dele foi muito pior do que o de Lula. Isso é ruim para Serra.


Noblat – Por que Dilma cresceu tanto em maio? Exposição em programas partidários na tv? Companhia de Lula no programa do PT? Ou cresceria de todo jeito?

Coimbra – Todas as opções estão corretas. A propaganda do partido ajudou, Lula também, e ela estava em crescimento lento, mas firme.


Noblat – Em junho, Serra terá muito espaço nos programas de tv de partidos. Automaticamente ele crescerá?

Coimbra – Serra é muito conhecido, o que limita essa hipótese. Mas deve melhorar, nem que seja por sustar o crescimento natural de Dilma.


Noblat – Lula já foi multado 4 vezes por fazer propaganda de Dilma antes do tempo. Faz mais de 1 ano que ele está em campanha por ela. Isso não a ajudou?

Coimbra – Mais que ajudou, é a explicação de tudo. Ele antecipou a campanha, todo mundo entrou em campo e ele teve tempo para apresentar sua candidata.


Noblat – Todo mundo, não. Serra não entrou. E ninguém dispunha do grau de exposição de Lula e de Dilma.

Coimbra – Desde 2009, todos os programas partidários foram eleitorais, PT, PSB e PSDB. Quanto à demora de Serra, a decisão foi dele e só dele.


Noblat – Serra tem um “teto” de votos que dificilmente ultrapassará? Qual seria?

Coimbra – Serra tem um piso alto e um teto limitado pelo tipo de eleição que fazemos, onde o eleitor se pronuncia sobre politicas e governos e não sobre biografias.


Noblat – E o teto de Dilma e de Marina Silva?

Coimbra – O teto de Dilma é o desejo de continuidade, que é muito alto. Marina corre o risco de ficar espremida entre os dois grandes e não conseguir crescer.


Noblat – O que Serra precisaria fazer para driblar esse quadro desfavorável e ganhar? Ou não tem como?

Coimbra – Trazer a eleição para o campo dele, o da comparação de currículos. Torcer para que Dilma erre muito. Mas sua posição é desvantajosa.


Noblat – Aécio de vice poderia ajudar Serra a se eleger ou não acrescentaria grande coisa?

Coimbra – Aécio só é bem conhecido em Minas Gerais, onde Lula é muito querido. Serra está bem e é dificil avaliar se um ganho em Minas faria diferença.


Noblat – Não dá para avaliar se um ganho em Minas faria diferença para Serra? Ou você prefere não avaliar?

Coimbra – Minas é 11% do eleitorado. Aumentar 20 pontos no estado é 2% no total do país. Pode ser muito pouco no resultado final.

James Cameron na campanha de Marina

Marina Silva entre James Cameron e sua mulher, Suzy Amis (Divulgação)

O movimento de apoio a Marina Silva lançará, nos próximos dias, pela internet, um concurso de vídeo. Os internautas terão que dizer por que apóiam a candidata do PV a presidente.

O prêmio ao realizador do vídeo mais acessado no site do partido é uma viagem de uma semana aos Estados Unidos para conhecer o estúdio de James Cameron, a convite do próprio diretor de Avatar.

(Thaís Arbex)
Poder Online

Gastos com a Cultura: 470 empenhos, R$ 3 Milhões e nenhuma licitação



Luciana Azevedo-Presidente da FUNDARPE

Gilvan Oliveira e Manoel Medeiros Neto do Jornal do Commercio

Há onze dias, deputados estaduais da oposição questionaram o fato de a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), ligada ao governo do Estado, ter fracionado despesas com o Carnaval deste ano para fugir de licitações. Citou como exemplo o caso da empresa Kactus Promoções, que recebeu R$ 2,57 milhões através de 257 empenhos, a maioria com valor em torno de R$ 7 mil. Mas um levantamento no Portal da Transparência do governo estadual aponta que uma empresa de Caruaru (Agreste) supera as denunciadas pela oposição em recebimento de recursos sem licitação.

A empresa J.B. da Silva Eventos, cujo nome fantasia é Palco Show Promoções e Eventos, recebeu R$ 3,057 milhões da Fundarpe, nos últimos três anos, através de 470 empenhos (ordens da pagamento). O ápice dos gastos da Fundação com essa empresa ocorreu em 2008, ano das últimas eleições municipais. Foram R$ 2,62 milhões, fracionados em 423 empenhos, a maioria com valores em torno de R$ 8 mil (veja arte nesta página), o que justificaria a não realização de licitação – a Lei de Licitações permite a dispensa de concorrência para despesas até o limite de R$ 8 mil.

A Palco Show pertence a João Bertino da Silva. Ele é tio de um dos oficiais de chefia de gabinete do governador Eduardo Campos (PSB), Antônio Mário da Mota Limeira Filho, e cunhado do ex-prefeito de Riacho das Almas (Agreste) Mário da Mota Limeira Filho (PSB). O ex-prefeito foi derrotado em 2008, quando tentou reeleger-se. A esposa de Bertino, Maria das Dores Mota Limeira, é chefe da Agência do Trabalho do governo do Estado em Caruaru.

A assessoria de comunicação da Fundarpe informou que os recursos dirigidos à empresa em 2008 foram para pagamento de “cachês de artistas” que se apresentariam no Carnaval e nas festas juninas em vários municípios do Estado. Mas não detalhou com quem foram realizadas as despesas e defendeu a lisura dos contratos.

O JC visitou, na quinta-feira (20), a sede da empresa, no número 153 da BR-104, no bairro de Nova Caruaru, no município do Agreste. Ela funciona em um galpão amplo, de cerca de mil metros quadrados, onde estavam guardados quatro carros de som e armazenado muito material para montagem de palcos. Na Receita Federal, a atividade principal da empresa está registrada como aluguel de palcos, coberturas e estruturas de uso temporário, exceto andaimes. E como atividade secundária, produção de espetáculos de rodeios, vaquejadas e similares.

Na fachada do prédio-sede da empresa consta o anúncio de que ela oferece os serviços de aluguel de cadeiras, toldos, banheiros químicos, som e geradores, além de montagem de palco e contratação de bandas e artistas. A firma foi registrada na Receita em 30 de maio de 2005. Na ocasião da visita, na quinta-feira, a reportagem não encontrou João Bertino da Silva, mas conseguiu falar com ele por telefone. Bertino foi informado que se tratava de uma reportagem sobre os contratos entre sua empresa e a Fundarpe, mas alegou que estava ocupado e pediu para retornar no dia seguinte pela manhã para tratar do assunto.

RESSALVAS


Na sexta-feira (21), a reportagem contatou o proprietário em duas ocasiões. Pela manhã, ele mais uma vez se disse ocupado, mas acabou falando um pouco sobre a ligação de sua empresa com a Fundarpe. Afirmou que era contratado por prefeituras do interior para “produzir eventos” e o pagamento era efetuado pela Fundarpe. “Mas não presto mais serviço à Fundarpe desde 2009, porque é muito ruim receber deles. Atrasam muito o pagamento”, afirmou. E pediu para ligar às 17h, sob a alegação de que estava dirigindo. No horário, o JC ligou para Bertino, mas ele não deu retorno.

A empresa já foi alvo de ressalvas do Tribunal de Contas do Estado. O TCE aprovou as contas de 2007 da Prefeitura de Riacho das Almas – ainda na gestão de Mário da Mota Limeira Filho –, mas chamou a atenção para o fato de que a administração municipal gastou cerca de R$ 400 mil com eventos promovidos pela Palco Show naquele ano. O TCE afirmou que o princípio da impessoalidade não havia sido respeitado. Haveria ligações entre a empresa e o então prefeito.

Portal nem tão transparente

A comprovação do pagamento dos R$ 2,62 milhões pela (Fundarpe) à Palco Show em 2008, através de 423 empenhos, pode ser conferida através dos dados do Portal da Transparência do governo estadual (www.portaldatransparencia.pe.gov.br). A ferramenta, inaugurada em março de 2007 pelo governador Eduardo Campos (PSB), surgiu como uma das primeiras ações efetivas do novo governo após a campanha eleitoral de 2006, marcada pela promessa de transparência nas ações da administração pública.
Apesar do avanço – antes da gestão atual não havia possibilidade de acesso a nenhuma informação sobre o sistema financeiro do governo do Estado –, as movimentações vultosas destinadas à Palco Show e as quase inexistentes informações referentes a elas exemplificam a debilidade do sistema de divulgação dos gastos, festejado pelo Palácio das Princesas desde a sua inauguração. Acessado pela reportagem, o Portal da Transparência não informa a justificativa dos pagamentos por empenho, informação básica para que o cidadão acompanhe de forma consistente o entra e sai de recursos do erário público.

Na lista dos empenhos destinados à empresa sediada em Caruaru, 411 registram valores menores ou igual a R$ 8 mil, fato que permite a dispensa de licitação e, consequentemente, a inexigibilidade de divulgação do certame no Diário Oficial do Estado. Os 12 documentos restantes representam pagamentos à empresa no valor máximo de R$ 15 mil. Questionada pelo JC, a Fundarpe respondeu através de sua assessoria de comunicação. De acordo com o setor de relacionamento com a imprensa, os R$ 2,62 milhões pagos à Palco Show em 2008 referiram-se a pagamentos de cachês de artistas que se apresentaram nos ciclos do Carnaval e do São João daquele ano, patrocinados pela Fundação.

“Não há tempo disponível para conferirmos empenho por empenho”, registrou a assessoria. Em análise realizada no início do ano, o diretor-executivo do Transparência Brasil, Cláudio Abramo, afirmou que o Portal da Transparência do governo de Pernambuco é “muito ruim”: “Ele não tem praticamente qualquer informação inteligível para o público. Falta quase tudo. Não dá para fazer acompanhamento de nada”. Diferente do governo estadual, o Portal da Transparência do governo federal especifica quais os motivos dos empenhos emitidos pela União.

A justificativa da Fundarpe em relação aos gastos com a Palco Shows é a mesma apresentada há 11 dias, quando a bancada de oposição na Assembleia Legislativa divulgou relatório com informações sobre gastos da Fundarpe nos primeiros dias de fevereiro deste ano. No mais recente período pré-carnavalesco, a Fundação emitiu 1.860 empenhos, que somados totalizam R$ 21,5 milhões. Na ocasião, a presidente da Fundarpe, Luciana Azevedo, afirmou que não contratou empresas e sim artistas. “Vocês têm que perguntar aos artistas porque eles escolheram as empresas”, justificou. A Fundarpe não apresentou, entretanto, a lista das atrações contratadas. A divulgação da lista esclareceria dúvidas e facilitaria a comprovação da legalidade das ações.

No Tribunal de Contas do Estado (TCE), a análise da prestação de contas do exercício de 2008 da Fundarpe ainda não foi finalizada. Sob a relatoria do conselheiro Carlos Porto, a documentação encontra-se na Divisão de Contas de Autarquias e Fundações do Tribunal.

Fracionamento de despesas é questionado


No caso da contratação da empresa Palco Show Promoções e Eventos, o fato de a Fundarpe dividir R$ 3,057 milhões em 470 empenhos levanta questionamentos sobre se as despesas foram fracionadas para fugir da licitação. Esse é um artifício que vem sendo cada vez mais condenado por tribunais de contas e Ministério Público. Isso porque quando gestores públicos dividem a despesa em vários blocos com valores menores que R$ 8 mil, ele está dispensado de licitação pela lei. Mas como fica configurado fracionamento fraudulento?
O JC entrevistou o procurador do Ministério Público de Contas (MPC) Cristiano Pimentel para tratar, em tese, do assunto. Segundo ele, o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) têm posições idênticas em relação ao assunto. “É ponto pacífico aos dois tribunais que o fracionamento fica configurado quando o ente público tem uma despesa regular, que vai se realizar durante todo o ano, que é possível prever com planejamento e que pode ser contratada por uma licitação global, mas, mesmo assim, o gestor faz a opção por vários pequenos contratos”, explica. Ele acrescenta que este tipo de comportamento é considerado como criminoso pela Lei de Licitações. Pimentel não quis avaliar especificamente o caso da Fundarpe. “Não vou me pronunciar sobre casos concretos”, avisou. Mas advertiu que realização de eventos necessariamente não justifica a dispensa de licitação.

Esse é a segunda vez em seis meses que gastos públicos do governo Eduardo Campos (PSB) com eventos são colocados em xeque por deputados da bancada de oposição. Em novembro, denúncias de shows-fantasmas realizados pela Empresa Pernambucana de Turismo (Empetur) provocaram a queda do então secretário de Turismo, o deputado estadual Sílvio Costa Filho (PTB), e do presidente da Empetur, José Ricardo Diniz. O Ministério Público Federal apura o caso. Desta vez, o foco recai sobre gastos da Fundarpe, dirigida pela ex-vereadora do Recife Luciana Azevedo (PT).