domingo, 5 de setembro de 2010

Eduardo Campos acredita numa união com o PSDB


Ana Carolina Dias, iG Pernambuco
Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, governador-candidato, se propõe a unir o PSDB e o governo da presidenciável Dilma

O governador Eduardo Campos surpreendeu, ao anunciar hoje, que pretende construir uma relação com o PSDB, com vistas a unir os tucanos a um possível governo Dilma. Mesmo o partido tucano sendo o maior opositor do PT, a junção das legendas ajudará a garantir uma melhor governabilidade para Dilma. ‘Temos disposição de abrir canais com todos os candidatos do PSDB que apoiamos nos Estados’, garantiu ele completando que a decisão de fazer alianças com antigos adversários é uma pretensão da própria presidenciável.

Essas mudanças ocorreriam por conta das alianças construídas em vários Estados entre as duas legendas (PT-PMDB), acredita Campos. Segundo o governador, favorito nas pesquisas de intenção de votos, a intenção do PSB é procurar outras lideranças do PSDB nacional, como exemplo Teotônio Vilela (AL) e Beto Richa (PR). Outros, como os candidatos Cássio Cunha Lima (PB) e Arthur Virgílio (AM), também estão cotados.

Virgílio, em especial, foi um grande opositor de Lula no Senado e, desde o começo da campanha, adotou uma postura mais leve. ''Ele tem o nosso apoio e já está mudando de postura. A vida é um ciclo'', afirmou o governador, completando que o parlamentar deixou o cunho radical de lado.

A união do PSDB com o PSB já vinha sendo tratada por Ciro Gomes e Aécio Neves no período pré-campanha eleitoral, mas acabou não sendo levado adiante pelo interesse dos partidos na eleição de 2010

Mercadante sobe e reduz vantagem de Alckmin em SP, mostra Datafolha


BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

O candidato Aloizio Mercadante (PT) reduziu em oito pontos a vantagem de Geraldo Alckmin (PSDB) na disputa pelo governo de São Paulo. Mesmo assim, o tucano ainda lidera com folga e venceria no primeiro turno, se a eleição fosse hoje.

Segundo o Datafolha, Mercadante subiu quatro pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, divulgada há uma semana, e aparece agora com 24% das intenções de voto. Alckmin caiu quatro pontos e tem 50%.

A diferença entre os dois diminuiu de 34 para 26 pontos, a menor margem desde o início da campanha.

Uma semana de ataques: Serra perde ponto no Datafolha e no Vox


por Luiz Carlos Azenha

Pelo tracking do Vox Populi, desde que começou a medição, José Serra perdeu um ponto e Dilma Rousseff avançou um:

Pelo Ibope, uma semana de ataques de Serra rendeu ao tucano avanço zero:

Dilma mantém vantagem sobre Serra e venceria no 1º turno, aponta Ibope

Petista tem 51% das intenções de voto (59% dos votos válidos) contra 27% do tucano; Marina tem 8%

03 de setembro de 2010 | 20h 11

Jair Stangler/SÃO PAULO – Estadão.com.br

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, manteve a vantagem de 24 pontos sobre o tucano José Serra apontada na pesquisa Ibope/Estado/TV Globo feita entre os dias 24 e 26 de agosto. Segundo a nova pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, feita entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro, a petista tem 51% das intenções de voto (59% dos votos válidos) contra 27% do tucan

Marina Silva (PV) aparece oscilou de 7% para 8%. Os demais candidatos não pontuaram. Brancos e nulos somam 6% e indecisos são 7%.

Na espontânea – quando o eleitor responde sem que sejam apresentados os candidatos -, Dilma registra 43% contra 20% de Serra. Marina tem 5% e outros somam 2%. Neste cenário, brancos e nulos são 5% e os indecisos somam 24%.

Em um eventual segundo turno, Dilma teria 55% dos votos e Serra, 33%. Brancos e nulos somam 6% neste cenários e 5% estão indecisos.

Rejeição. Entre os três principais candidatos à Presidência, Serra tem a maior rejeição. 26% dos entrevistados disseram que não votariam de jeito nenhum no tucano. 19% rejeitam Dilma e 15% rejeitam Marina. 10% disseram que poderiam votar em todos e 19% não souberam responder.

Aprovação. O governo do presidente é considerado ótimo ou bom por 77% dos brasileiros. A gestão Lula é regular para 18% e ruim ou péssima para 4%. A aprovação pessoal de Lula chega a 85%, enquanto 11% desaprovam o presidente. A nota média para o goveno Lula é 7,9.

Foram realizadas 3010 entrevistas em 204 municípios. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE sob o número 27597/2010.

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04/09/2010 – 03h00
Dilma tem 50% e Serra 28%, aponta Datafolha

FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA

Pesquisa Datafolha realizada ontem e anteontem em todo o país mostra estabilidade no quadro eleitoral: Dilma Rousseff (PT) oscilou de 49% para 50% em uma semana, e José Serra, que estava com 29%, tem 28%. Marina Silva (PV) está com 10%, contra 9% da semana anterior.

É a primeira vez desde o início do horário eleitoral que não há grandes mudanças no quadro da disputa presidencial. As pequenas oscilações foram todas dentro da margem de erro (de dois pontos percentuais).

Os que pretendem votar em branco, nulo ou nenhum são 4%. E 7% estão indecisos. Candidatos de partidos pequenos não chegam a 1%.

Em capitais e regiões metropolitanas ocorre o melhor desempenho de Marina Silva. Ela chega a 14%, contra 27% de Serra e 47% de Dilma.

Se a eleição fosse hoje, pelo Datafolha, a candidata do PT venceria no primeiro turno. Teria mais de 50% dos votos válidos –os dados apenas aos candidatos, descontados os brancos e os nulos.

Nessa conta de votos válidos, Dilma tem 56%. Serra tem 32%. Marina vai a 11%. Os percentuais são semelhantes aos da semana passada: 55%, 33% e 10%.

Num eventual segundo turno, a petista também venceria o tucano por 56% a 36% dos votos. Haveria 5% votando em branco, nulo ou nenhum e 4% ainda indecisos.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados falam em quem desejam votar sem ver uma lista de nomes, Dilma marcou 38% contra 35% na semana passada, indicando que sua tendência de alta continua.

Serra oscilou apenas dentro da margem de erro na sondagem espontânea, indo de 18% para 19%. Marina saiu de 5% e foi a 6%.

Há outros dois indicadores relevantes que foram positivos para Dilma: a taxa de rejeição dos candidatos e a percepção de vitória por parte do eleitorado. A petista é rejeitada por 21% dos eleitores. Tinha 19% na semana passada.

Já Serra, era rejeitado por 24% em julho. Foi a 28% no começo de agosto. Agora, 31% dizem que não votariam no tucano de jeito nenhum.

Marina Silva é rejeitada por 17% –tinha 16% na semana passada.

Quando o Datafolha pergunta quem o eleitor acredita que vai vencer a eleição presidencial de 3 de outubro, Dilma continua sendo a escolhida pela maioria. Hoje, 69% dizem que a petista vai ganhar. Na semana passada, o percentual era de 63%.

Só 15% acham que Serra será o vencedor –pouco mais da metade dos que declaram voto no tucano. No caso de Marina Silva, 1% acredita na sua vitória.

Segundo o Datafolha, 51% declararam ter assistido os programas do horário eleitoral –contra 39% na semana anterior. Isso significa que muitos eleitores tomaram conhecimento dos fatos dos últimos dias, inclusive do vazamento de dados fiscais sigilosos da Receita Federal.

A pesquisa foi feita entre os dias 2 e 3 de setembro, com 4.314 eleitores em 203 cidades. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com número 27.903/2010.

sábado, 4 de setembro de 2010

Entrevista:FHC: um pote até aqui de mágoas


Revista Isto é
Alijado da campanha tucana, que prefere usar a imagem de Lula à dele, o ex-presidente deixa claro ao partido que está insatisfeito e ataca os marqueteiros de José Serra
Yan Boechat

Já passava das quatro da tarde, na quarta-feira 1º, quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se deu conta de que estava prestes a perder o voo que o levaria para a Alemanha no início daquela noite. Correu até o escritório que mantém em seu amplo apartamento no bairro de Higienópolis, desligou o computador, colocou um moderno iPad numa pasta e deu um conselho brincalhão às duas empregadas que o servem: “Estou indo, cuidem de tudo aí e não vão comer toda a comida”, disse, num chiste de tom quase paternal. Naquele mesmo momento, tucanos de todas as plumagens alvoroçavam-se Brasil afora, revendo estratégias de uma campanha presidencial que eleva o tom a cada dia. No entanto, Fernando Henrique, o nome mais importante do partido, estava alheio a toda esta movimentação. Na verdade, estava pouco se importando com o que ocorria nos comitês eleitorais. “Vou para a Alemanha participar de um encontro de líderes políticos europeus. Não vou ficar me acotovelando no meu partido”, disse o ex-presidente numa entrevista exclusiva e esclarecedora dada à ISTOÉ pouco antes de sair de casa rumo ao aeroporto.

Naquela tarde FHC abandonou a campanha à Presidência de seu ex-ministro da Saúde. Pode não ter sido definitivo, mas, sem dúvida, tratou-se de um abandono simbólico. O fato de o único ex-presidente tucano deixar a batalha eleitoral em sua reta final para tratar de assuntos particulares no Exterior expõe duas verdades inconvenientes ao PSDB. A primeira é de que o partido desistiu de atrelar a imagem de Serra à de FHC, afastando da propaganda eleitoral sua mais graduada estrela. A segunda constatação é de que FHC está magoado com essa situação. “Ele diz que entende, mas não sei no seu íntimo o que se passa. Toda vez que tocamos nesse assunto ele se fechou, preferiu não entrar nessa conversa”, diz um dos assessores mais próximos do ex-presidente nos tempos de Planalto.
Nos bastidores do partido, porém, dois dias antes de embarcar para a Alemanha, FHC cedeu às mágoas que se acumulam desde a primeira campanha de José Serra à Presidência da República, em 2002. Diante de um grupo de deputados federais do PSDB e do DEM que, como ele, discordam dos rumos da campanha tucana, desabafou: “Estou muito magoado porque o País mudou em nosso governo e agora o Serra faz uma campanha escondendo que quem mudou o Brasil fomos nós.” O grupo de parlamentares havia ido ao apartamento de Higienópolis tentar convencer FHC a exigir um papel mais ativo na disputa à Presidência. Queriam que ele colocasse na mesa sua estatura política e forçasse Serra a aceitar a estratégia de defender que seus oito anos de governo foram o alicerce para as conquistas do governo Lula. Os pedidos foram em vão. “Não vou insistir”, disse Fernando Henrique, encerrando o assunto. “Não há mais espaço para discutir isso, ele está chateado”, admitiu um dos deputados presentes ao encontro.

Um dos principais líderes do PSDB paulista conta que o ponto crucial da irritação de FHC foi a posição dos marqueteiros da campanha de Serra que compararam sua popularidade decrescente no final do mandato aos altos índices de aprovação do presidente Lula, para concluírem que o uso de sua imagem tiraria votos de Serra. Na entrevista à ISTOÉ, FHC desdenhou este tipo de pesquisa. “Sempre depende de como elas são feitas”, comentou. Na verdade, até o momento o ex-presidente pediu votos apenas para dois candidatos ao Senado: Aloysio Nunes (PSDB), em São Paulo, e Marcelo Cerqueira (PPS), no Rio. E ambos subiram nas sondagens depois do apoio. Em Minas Gerais, o ex-presidente Itamar Franco tem pautado sua campanha no Plano Real e já estaria eleito se o pleito terminasse agora.

No PSDB o tema FHC tornou-se tabu. São poucos os grão-tucanos que aceitam falar abertamente sobre seu abandono pelo partido. Uma das exceções é o senador Álvaro Dias, que chegou a ser o candidato a vice de Serra por algumas horas. “Fernando Henrique tem bons motivos para estar magoado, chateado e triste, mas sei que ele é superior a tudo isso”, afirmou. Já nos partidos aliados o descontentamento sobre a forma de tratamento dado ao ex-presidente é mais explícito. “O Fernando Henrique tem razão para estar chateado. O governo dele simplesmente não foi citado na campanha de seu próprio partido”, diz o candidato ao Senado pelo DEM do Rio de Janeiro, Cesar Maia. O presidente do PTB, Roberto Jefferson, é mais enfático: “Infelizmente o Serra caiu nesse conto de que usar FHC seria ruim para a campanha. Errou feio.”

FHC volta da Alemanha na quarta-feira 8. Passa alguns dias em São Paulo e logo em seguida vai para a Bahia, participar de seminários. Mesmo se Serra conseguir passar para o segundo turno ele não poderá comemorar o feito com o amigo de longa data. No início de outubro FHC embarca novamente para o Exterior, desta vez para a Colômbia, onde participará de um encontro com 300 empresários brasileiros, do grupo Lide, de João Doria Jr., com a presença também do presidente colombiano. FHC falará sobre a cena política e econômica do Brasil. Será a volta dele aos grandes salões já com o primeiro turno definido. Na ocasião, poderá provar se tinha ou não razão ao criticar a campanha de Serra. “Tenho fama de pão-duro, mas a verdade é que me acostumei a viver com pouco dinheiro. Esses compromissos fazem parte do meu trabalho atual”, diz ele, tentando explicar as razões pelas quais está deixando o País em um momento tão importante na corrida eleitoral.

“Eu mudei o Brasil e este legado não está aparecendo”

ISTOÉ – O sr. está satisfeito com a campanha do PSDB?
FHC – Qualquer coisa que eu diga agora vai ser tomada como crítica à campanha. É uma posição muito incômoda para mim. Fui presidente por oito anos e não me cabe ficar estilhaçando os outros na campanha. Cada um faz o seu. Só depois dos resultados efetivos é que a gente pode dizer o que foi certo e o que foi errado. Hoje se tem a visão do marquetismo. E acho que uma sociedade como a nossa já está um pouco cansada de marquetismo. Vivemos uma época de marquetismo exagerado e é preciso voltar ao nervo político. É importante se tentar algo diferente.

ISTOÉ – O quê, por exemplo?
FHC – O que é política? É você ter convicções e tentar fazer com que os outros tenham as mesmas que você. Veja o que aconteceu no caso do Obama. Quem tinha os recursos, a máquina toda, era a Hillary, mas ele sintonizou com o país em dado momento. O Lula também está sintonizado neste momento.

ISTOÉ – E o que Serra pode fazer para sintonizar com o País?
FHC – A campanha de Serra não está sintonizada com o País, mas ele tem condições de mudar isto. É uma coisa muito pessoal, mas eu acho que o ator conta muito. Passa muito pela pessoa, pelo ator. Esta semana ele apareceu em tevê nacional (no “Jornal da Globo”) e falou com as pessoas. Se eu fosse o Serra só faria aquilo, não ficaria esperando debates. Qualquer campanha tem que ser de conversa com o País. Eu sempre conversei, o Lula também, cada um do seu jeito. Serra é um homem inteligente, preparado. Ele sabe se expressar de maneira direta, mas não está conseguindo fazer isso.

ISTOÉ – Serra não está se comunicando com o povo?
FHC – Mas eu não quero colocar toda a responsabilidade nele. É de todo mundo. É preciso mais tenacidade, motivação. Serra é professor, sabe falar de maneira clara. Há mil modos de se comunicar com o povo.

ISTOÉ – Qual é a receita?
FHC – Não há, mas nesse tipo de situação, a meu ver, você tem que convencer, ser espontâneo, fazer graça e ser contundente também. Tem que misturar tudo isto e mostrar que tem garra.

“A sociedade está cansada de marquetismo.
É importante buscar contato com o povo”


ISTOÉ – A marquetagem está atrapalhando?
FHC – Atrapalha. O povo não te pega. Por exemplo, eles fizeram o Lula ficar calado um ano, no início do governo, para não dizer bobagem. Quando o Lula começou a falar, ele ganhou. Estamos fazendo campanhas engessadas, porque a maior preocupação no campo de batalha é a couraça. Se você conseguir quebrar isso, muda o jogo.

ISTOÉ – O sr. já falou isto para o Serra?
FHC – Lógico que já falei. Falo com ele por e-mail principalmente. Eu acho que ele concorda. O problema é que, quando você está em campanha, é muita sugestão, muita pressão, muita responsabilidade. Você não tem liberdade. Agora, é possível mudar. Não há uma onda petista. Há uma onda lulista. Em governo de Estado o PT não está crescendo em nenhum lugar. Acho que nesse momento entra a vontade. Ou você entra com vontade ou não faz nada. Você tem que ter decisão, vontade de lutar.

ISTOÉ – O sr. está magoado por não ser citado na campanha de seu partido?
FHC – Quando deixei o governo eu disse que não ia mais fazer política partidária. A decisão foi minha. Não tem cabimento eu ficar me acotovelando no meu partido com outros políticos. Eu não sou caudilho, não sou personalista e nunca aceitei esse tipo de papel. A razão de eu não estar mais na campanha é que eu não quero. Se quisesse, tinha batido na mesa.

ISTOÉ – Não o incomoda ver o candidato José Serra usar a imagem de Lula em vez da sua na campanha?
FHC – Pessoalmente não, mas precisa ver politicamente o que isso significa.

ISTOÉ – O sr. está satisfeito com a forma com que seu legado tem sido tratado nesta eleição?
FHC – Eu sei o que fiz e posso dizer com orgulho: eu mudei o Brasil. Este legado não está aparecendo, mas vai aparecer. Legado pertence à história. É angustiante o problema do político que tem visão de Estado, porque o julgamento que interessa ele não vai ver. Olha o jeito como Getúlio e Juscelino saíram do governo e a maneira com que foram julgados depois. Quem faz campanha está pensando no hoje e o julgamento que me interessa não é este, é o da história.

ISTOÉ – Lula não acaba se aproveitando deste legado, ao contrário do que faz o PSDB?
FHC – Eu acho que presidentes devem pôr limites, sair das campanhas. Tenho uma visão diferente da do Lula, que não quer sair da campanha. O que o Lula está fazendo nunca se viu em nenhum lugar. O presidente virar guerrilheiro? Isso não pode, porque junto ele traz o círculo de poder. É abuso de poder político. Eu tenho uma visão mais republicana.

ISTOÉ – O sr. está pessimista com o Brasil?
FHC – Acho que economicamente o Brasil tem motores muito poderosos. O Brasil engatou com o mundo e isso começa de longe. A primeira dívida real que temos nesse ponto é com o Collor. Depois nós reorganizamos o Estado brasileiro. E ainda dizem que eu sou neoliberal... Isso me chateia.

ISTOÉ – E qual a parcela do governo Lula?
FHC – Depois que estabilizamos a moeda ele pôde acelerar as políticas sociais, que são as mesmas do nosso governo. Uma das virtudes do governo Lula é que ele se dirigiu muito mais ao povo e o povo sentiu mais a política.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Blog divulga os Campeões de votos em Garanhuns.


Na foto: Governador Eduardo Campos e Zé da Luz

Definitivamente aos poucos Garanhuns vai se tornando a cidade do estado de Pernambuco com maior numero de blogs ativos do interior. Recentemente foi ao ar mais um blog de noticias politicas, o blog do Simão Silva (Radialista, narrador esportivo, diagramador e colaborador de vários jornais de Garanhuns e região e atual assessor de imprensa da Câmara de Vereadores de Garanhuns), portanto um blogueiro por dentro dos assuntos do cotidiano politico da terrinha. Pegando carona no novo blog replico aqui 02 posts que foram divulgados no dia de hoje no blog do Simão. Leiam:

Campeões de votos em Garanhuns

Ao se confirmar a pesquisa da "Boca Miuda" e dos centenas de cientistas políticos de Garanhuns, os candidtos mais votados no municipio em 3 de outbro serão os seguintes: governador - Eduardo Campos -PSB; senador - Humberto Costa-PT; dep. federal - Ana Arraes-PSB e deputado estadual - Zé da Luz-PHS. Segundo os boatos Zé da Luz, apesar do vai não vai, sairá de Garanhuns com cerca de 18 mil votos, pela ordem o segundo mais votado será o dep. Izaías Régis com cerca de 8 mil votos, Léo Dias e Sivaldo Albino 6 mil votos cada. Os demais candidatos não devem chegar aos dois mil votos.

Izaias tem sua reeleição ameaçada


Deu no Blog do Simão: http://blogdosimaosilva.blogspot.com/

BOATOS

A reeleiçao do deputado Izais Régis (FOTO) estará seriamente ameaçada caso Zé da Luz continue candidato. Segundo boatos o ex-prefeito de Caetés tem hoje, em Garanhuns, cerca de 18 mil votos e que o PTBista não chegaria a 8 mil o que o forçaria a conseguir no estado algo em torno de 35 mil sufrágios para continuar na Assembléia Lgislativa já que sua legenda gira em torno dos 40 mil votos. Outros boatos e que o governador estaria investindo em Zé da Luz visto que a deputada Ana Arraes faz dobradinha com o ex-prefeito de Caetés e com a votação do candidato do PHS ela seria majoritária em Garanhuns, sonho de Eduardo Campos. Outra versão é que o governador estaria se vingando das declarações de Izaías, que apoiava Humberto Costa na eleição passada e que teria desagradado o atual governador em discursos proferidos, em Garanhuns, naquela campanha.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Caso do sigilo foi “fogo amigo”?



O Blog do jornalista Renato Rovai, editor da revista Forum, publicou hoje um post interessante que levanta a hipótese de que a quebra de sigilo de pessoas próximas a Serra tenha se dado por fogo amigo tucano.

Quando o sigilo da filha de Serra foi quebrado, em setembro de 2009, a disputa entre Serra e Aécio pela indicação do PSDB à Presidência estava no auge. E alguns fatos suspeitos teriam acontecido no período.

O jornal Estado de Minas estaria preparando material jornalístico contra Serra e o tucano paulista teria tomado conhecimento disso. No início de novembro, a coluna de Joyce Pascowich, na Folha de S.Paulo, publica que um político teria agredido a namorada e o jornalista Juca Kfouri escreve que foi Aécio.

Em 18 de dezembro, Aécio desiste da disputa.

“Esta poderia ser uma linha de apuração para a quebra de sigilo da filha de Serra em setembro de 2009, auge da disputa entre Serra e Aécio”, sugere Rovai, que ainda levanta uma pergunta procendente:

“Se é caso de aparelhamento de Estado, por que o PT contratou um contador maluco com uma procuração falsa para ter os dados de Verônica Serra? Não seria mais fácil pedir para alguém de confiança da Receita fazer o serviço?

TSE manda golpismo de Serra pro arquivo



O site G1 anunciou hoje que o Ministro Aldir Passarinho, corregedor eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), arquivou nesta quinta-feira a ação em que a coligação liderada pelo PSDB à disputa presidencial pedia a cassação do registro da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência.

O ministro disse que não há provas de que a quebra de sigilos fiscais de tucanos tenha beneficiado a candidatura de Dilma Rousseff, e também que não existem evidências de que o caso tenha provocado danos ao equilíbrio da disputa eleitoral.

Passarinho concluiu pelo óbvio: “o caso trata-se de uma questão de cunho penal comum , que deve ser apurada por vias próprias”, o que, segundo ele, está sendo feito inclusive com a participação do Ministério Público Federal.

A ação de Serra e dos tucanos não tinha o menor fundamento jurídico. Destinou-se, apenas, a criar tumulto político e a suposição de que Dilma poderia vir a ser afastada da disputa eleitoral.

Ou seja, golpismo.

PF prende 28 envolvidos em esquema de corrupção no Mato Grosso do Sul


Do G1

A Polícia Federal (PF) divulgou detalhes do suposto esquema de corrupção em Dourados (MS) que resultou na prisão de 28 pessoas durante a Operação Uragano. O secretário de Governo da prefeitura, Eleandro Passaia, foi o delator do esquema e, segundo a PF, era o responsável pelos pagamentos de propina no governo municipal. Entre os presos, está o prefeito da cidade, o vice-prefeito, nove vereadores, além de outros políticos da cidade.

Eleandro Passaia foi secretário de Comunicação da prefeitura de janeiro de 2009 até maior de 2010, quando se tornou secretário de Governo. Por telefone, ele afirmou que, durante a troca de função, recebeu o convite para participar do esquema de corrupção. “O prefeito falou que teria que articular com os vereadores e empresários. Achei que seria como fazia com a imprensa. Só quando eu assumi que ele [prefeito] me contou detalhes: agora, como secretário de governo [...] você é responsável por fazer acerto com as empresas e pagar os vereadores”, contou o delator do esquema ao G1.

Segundo secretário, ele recebeu uma oferta de até R$ 100 mil para participar do esquema. “Eles me ofereceram de R$ 70 mil a R$ 100 mil por mês para fazer parte do esquema. Ao invés disso, eu fui até a polícia denunciar o esquema”.

Passaia denunciou o esquema à PF, que abriu investigação em maio. Depois disso, em junho, o assessor gravou o momento em que fazia os pagamentos para os políticos. Os vídeos foram entregues à PF, que nesta quarta-feira (1º) cumpriu os mandados de prisão expedidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e pela 1ª Vara Criminal de Dourados. “Essa investigação durou quatro meses. [...] Agora continuo no cargo de secretário, mas irei pedir para sair”, completa Passaia.

O esquema
De acordo com a PF, o esquema é semelhante ao “mensalão”, pois consistia em pagar os vereadores da situação e da oposição propina para impedir que a CPI que investigava o prefeito, suposto “chefe” do esquema, fosse concluída. Além disso, as licitações seriam direcionadas para empresas que financiavam as propinas mensais, compras de bens pessoais do prefeito e campanhas eleitorais. "Os acordos fechados com as empresas escolhidas ilicitamente rendiam 10% do valor do contrato. Os valores arrecadados serviam para o pagamento de diversos vereadores de Dourados (da situação e da oposição), para caixa de campanha e compra de bens pessoais do prefeito", informou a polícia em nota.

Os detidos
Entre as prisões realizadas nesta quarta (1º) estão: o prefeito, a primeira-dama, o vice-prefeito, o presidente da Câmara, mais nove vereadores, o advogado geral do município, mais quatro secretários municipais, assessor do prefeito, o diretor de departamento de licitações, gestor de compras da prefeitura, e empresários da região. As prisões são temporárias com duração de cinco dias e pode ser prorrogadas para mais cinco dias. A PF completou que os acusados podem responder por fraude à licitação, corrupção ativa e formação de quadrilha. A investigação é comandada pelo delegado Bráulio César Galoni chefen da delegacia da policia federal em Dourados (MS). O advogado lembrou em entrevista coletiva nesta quarta (1º) que ainda há um mandado de prisão a ser cumprido. De acordo com a PF, é um empresário, cujo nome não pode ser divulgado, por enquanto.

Ao PF ainda não soube estimar o volume financeiro envolvido no esquema. No momento da apreensão, foram encontrados cerca de R$ 150 mil reais em espécie na casa do prefeito. Os depoimentos começaram a ser colhidos nesta quarta (1º) e devem ser concluídos até o final da semana. O procurador jurídico da câmara dos vereadores, Ailton Stropa, a partir do momento em que tomou conhecimento das prisões dos vereadores, foi até a Polícia Federal para acompanhar e analisar o caso. “Todos [vereadores] com quem conversei negaram as acusações”, afirmou o procurador ao G1. Ele prestou um “atendimento emergencial”, agora cada preso deve ser atendido por advogados.

A assessoria da Câmara dos Vereadores afirmou ao G1 que irá aguardar os rumos da investigação para tomar as providências cabíveis, já que, dos 12 vereadores da cidade, nove estão entre os presos. Além disso, outros dois foram convocados para prestar depoimento da PF. Ainda segundo a assessoria, nenhum outro funcionário da Câmara foi preso. A assessoria de imprensa da prefeitura informou que irá divulgar uma nota para a imprensa na quinta-feira (2) e não na quarta-feira (1º), como havia dito anteriormente.

Blog da Transparencia: Já em Garanhuns, o prefeito Luiz Carlos de Oliveira investigado no escândalo da ponte, falou em entrevista de rádio que todos os envolvidos na fraude que resultou na CPI da Ponte do Rio Baraunas são INOCENTES. Incluido ele, sua filha,e secretários. Disse ainda que, todos são vitimas de uma ARMAÇÃO. Dá para acreditar? Garanhuns parece não ter jeito mesmo. Com a palavra os amigos vereadores de Garanhuns.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Depois da Confusão: Izaías Régis aposta o mandato como ''Zé da Luz'' não será candidato a estadual


Escrito por Inaldo Sampaio

O deputado Izaías Régis (PTB) disse hoje ao blog estar “absolutamente convencido” de que o ex-prefeito de Caetés e seu adversário político em Garanhuns, Zé da Luz (PHS), não será candidato a deputado estadual.

“Ele já perdeu duas no TRE, que o considerou inelegível com base na lei da ‘ficha limpa’. E ainda pode, em tese, recorrer da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral, mas sabe que é perda de tempo. Como tem uma prestação de contas (de 2004) rejeitada pela Câmara de Caetés, será declarado inelegível. Disso estou tranqüilo e aposto até o meu mandato como ele não poderá ser candidato”, disse o deputado petebista.

Na eleição municipal de 2008, Zé da Luz candidatou-se a prefeito de Garanhuns pelo PSB e ficou em 2º lugar. Posteriormente migrou para o PHS para ser candidato a deputado estadual, fazendo dobradinha com Ana Arraes (PSB).

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